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Mapa de Risco: Como Fazer Passo a Passo em 2026
Neste artigo
O Que É o Mapa de Risco e Qual Sua Base Legal?Quem É Obrigado a Fazer o Mapa de Risco?Como Fazer o Mapa de Risco: Passo a PassoSimbologia e Cores: Tabela Completa dos Grupos de RiscoComo Determinar o Tamanho dos Círculos?Mapa de Risco e PGR: Qual a Relação?Erros Mais Comuns ao Elaborar o Mapa de RiscoMapa de Risco Precisa Ser Assinado por Responsável Técnico?Modelo e Exemplo de Mapa de RiscoConclusão: Mapa de Risco Como Fazer — E Como Crescer no Mercado de SSTPara fazer um mapa de risco, elabore a planta baixa do ambiente de trabalho, identifique os agentes de risco (físicos, químicos, biológicos, ergonômicos e de acidente), represente-os com círculos coloridos em tamanhos proporcionais à intensidade e afixe o documento em local visível. O processo é regulamentado pelo Anexo IV da NR-5 e deve ser conduzido pelos membros da CIPA com apoio do SESMT, quando existente.
O Que É o Mapa de Risco e Qual Sua Base Legal?
O mapa de risco é uma representação gráfica dos riscos presentes nos ambientes de trabalho, elaborada sobre a planta baixa do estabelecimento. Ele serve como ferramenta de comunicação entre trabalhadores e gestores, tornando visível o que pode causar acidentes ou doenças ocupacionais.
Sua obrigatoriedade está estabelecida no Anexo IV da NR-5 (Portaria MTb n.º 3.214/1978 e atualizações posteriores), que determina que a CIPA — Comissão Interna de Prevenção de Acidentes e de Assédio é responsável por elaborá-lo com a participação dos trabalhadores de cada setor.
"O mapa de riscos tem como objetivo reunir as informações necessárias para estabelecer o diagnóstico da situação de segurança e saúde no trabalho na empresa." — NR-5, Anexo IV
Vale destacar: mesmo empresas dispensadas de constituir CIPA devem adotar medidas equivalentes de prevenção. O mapa de risco dialoga diretamente com o PGR (Programa de Gerenciamento de Riscos), exigido pela NR-1 para todas as empresas desde 2021, e alimenta o inventário de riscos que compõe esse programa.
Quem É Obrigado a Fazer o Mapa de Risco?
Toda empresa que possua CIPA constituída é obrigada a elaborar o mapa de risco. A obrigatoriedade de constituição da CIPA varia conforme o grau de risco e o número de empregados, conforme o Quadro I da NR-5. Microempresas e empresas de pequeno porte podem estar dispensadas da CIPA, mas ainda assim é fortemente recomendado elaborar o mapa como parte do PGR.
Como Fazer o Mapa de Risco: Passo a Passo
A seguir, o processo completo para elaborar um mapa de risco válido e eficaz:
- Forme o grupo de trabalho: Reúna os membros da CIPA e, quando houver, o SESMT. Inclua trabalhadores representantes de cada setor — eles conhecem os riscos na prática.
- Obtenha a planta baixa do estabelecimento: Se não existir planta formal, faça um croqui proporcional do layout dos ambientes (setor por setor, andar por andar).
- Levante os riscos por setor: Para cada ambiente, identifique todos os agentes nocivos presentes, classificando-os nos cinco grupos estabelecidos pela NR-5.
- Avalie a intensidade/concentração e o número de trabalhadores expostos: Essas informações definem o tamanho do círculo no mapa.
- Desenhe os círculos coloridos na planta: Siga a simbologia padronizada (detalhada abaixo).
- Inclua a legenda: O mapa deve conter legenda explicando cores, tamanhos e os riscos identificados.
- Discuta e valide com os trabalhadores: A participação dos empregados é requisito da NR-5.
- Afixe o mapa em local visível: Cada setor deve ter o mapa afixado em ponto de fácil visualização.
- Revise periodicamente: Sempre que houver mudança no processo de trabalho, nos equipamentos ou no layout, o mapa deve ser atualizado.
Simbologia e Cores: Tabela Completa dos Grupos de Risco
A NR-5 estabelece cinco grupos de riscos ambientais, cada um representado por uma cor específica. O tamanho do círculo indica a intensidade do risco: pequeno (baixo), médio (moderado) e grande (elevado).
| Grupo | Tipo de Risco | Cor | Exemplos de Agentes |
|---|---|---|---|
| 1 | Riscos Físicos | Verde | Ruído, calor, vibração, radiações, pressões anormais, frio, umidade |
| 2 | Riscos Químicos | Vermelho | Poeiras, fumos, névoas, neblinas, gases, vapores, produtos químicos |
| 3 | Riscos Biológicos | Marrom | Vírus, bactérias, protozoários, fungos, parasitas, bacilos |
| 4 | Riscos Ergonômicos | Amarelo | Esforço físico intenso, postura inadequada, jornada excessiva, monotonia |
| 5 | Riscos de Acidente | Azul | Máquinas sem proteção, piso escorregadio, trabalho em altura, eletricidade |
Fonte: NR-5, Anexo IV — Ministério do Trabalho e Emprego
Como Determinar o Tamanho dos Círculos?
O tamanho do círculo é determinado pela combinação de dois fatores:
- Intensidade ou concentração do agente de risco no ambiente (baixa, moderada, alta — preferencialmente baseada em medições do LTCAT ou avaliações do PGR).
- Número de trabalhadores expostos ao agente no setor.
Não existe uma fórmula matemática única exigida pela norma, mas o critério deve ser definido pelo grupo de trabalho de forma consistente e documentada. A prática mais comum nas empresas é:
- Círculo pequeno: risco leve / poucos trabalhadores expostos.
- Círculo médio: risco moderado / número intermediário de expostos.
- Círculo grande: risco grave / muitos trabalhadores expostos.
Mapa de Risco e PGR: Qual a Relação?
Com a atualização da NR-1 (Portaria MTE n.º 1.419/2024 e revisões), o PGR — Programa de Gerenciamento de Riscos tornou-se obrigatório para praticamente todas as empresas, substituindo o antigo PPRA. O mapa de risco não substitui o PGR, mas os dois instrumentos se complementam:
- O PGR é o documento técnico-formal que inventaria, avalia e planeja o controle dos riscos ocupacionais.
- O mapa de risco é a representação visual e participativa desses riscos, voltada à comunicação com os trabalhadores do chão de fábrica.
As informações levantadas para o mapa de risco (agentes presentes, intensidade, setor) alimentam diretamente o inventário de riscos do PGR e, consequentemente, os eventos do eSocial SST (S-2240 — Condições Ambientais do Trabalho).
Erros Mais Comuns ao Elaborar o Mapa de Risco
- Não envolver os trabalhadores: A norma exige participação ativa dos empregados. Mapas feitos só pelo técnico de segurança sem consulta ao setor tendem a omitir riscos reais.
- Usar cores ou símbolos diferentes do padrão NR-5: Isso invalida o documento perante a fiscalização do MTE.
- Não atualizar após mudanças: Obras, novos equipamentos ou mudanças de layout exigem revisão imediata do mapa.
- Não afixar o mapa no setor: O documento precisa estar visível para todos os trabalhadores da área.
- Confundir mapa de risco com APR (Análise Preliminar de Risco): São documentos diferentes — o mapa é permanente e setorial; a APR é pontual para tarefas específicas.
Mapa de Risco Precisa Ser Assinado por Responsável Técnico?
A NR-5 não exige assinatura de engenheiro de segurança ou técnico de segurança do trabalho para o mapa de risco, pois ele é elaborado pela CIPA. Contudo, quando a empresa possui SESMT, é boa prática envolver esses profissionais para garantir a precisão técnica das avaliações, especialmente na identificação de agentes físicos e químicos que demandam medições instrumentais (como audiometria ambiental para ruído ou dosimetria para agentes químicos).
Modelo e Exemplo de Mapa de Risco
Um mapa de risco bem estruturado deve conter:
- Cabeçalho com razão social, CNPJ, endereço e data de elaboração.
- Planta baixa ou croqui do setor/estabelecimento.
- Círculos coloridos posicionados sobre as áreas de risco.
- Legenda identificando cada cor, tamanho e agente correspondente.
- Lista dos riscos identificados com descrição do agente, número de expostos e medidas preventivas existentes.
- Assinatura dos membros da CIPA responsáveis pela elaboração.
Conclusão: Mapa de Risco Como Fazer — E Como Crescer no Mercado de SST
Fazer o mapa de risco corretamente vai muito além de cumprir uma exigência legal: é o ponto de partida para uma cultura preventiva sólida na empresa, integrada ao PGR, ao eSocial SST e às demais obrigações da NR-1. Seguir a simbologia da NR-5, envolver os trabalhadores e manter o documento atualizado são os pilares de um programa que realmente funciona.
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Perguntas frequentes
O mapa de risco é obrigatório para todas as empresas?
É obrigatório para todas as empresas que possuam CIPA constituída, conforme o Anexo IV da NR-5. Empresas dispensadas de CIPA não têm obrigação formal de elaborar o mapa, mas devem cumprir as exigências do PGR (NR-1), que cumpre função similar.
Quem é responsável por fazer o mapa de risco?
A CIPA é a responsável pela elaboração do mapa de risco, com a participação obrigatória dos trabalhadores de cada setor. Quando a empresa possui SESMT, esses profissionais devem apoiar tecnicamente o processo.
Com que frequência o mapa de risco deve ser atualizado?
Sempre que houver mudança no processo de trabalho, no layout do ambiente, nos equipamentos utilizados ou na introdução de novos agentes de risco. Além disso, a revisão deve ocorrer a cada gestão da CIPA (geralmente anual ou bienal, dependendo do grau de risco).
Qual a diferença entre o mapa de risco e o PGR?
O PGR (Programa de Gerenciamento de Riscos) é o documento técnico-formal exigido pela NR-1 que inventaria e planeja o controle de todos os riscos ocupacionais. O mapa de risco é uma representação gráfica e visual desses riscos, voltada à comunicação com os trabalhadores, exigida pela NR-5.
Quais são as cores usadas no mapa de risco?
Verde (riscos físicos), vermelho (riscos químicos), marrom (riscos biológicos), amarelo (riscos ergonômicos) e azul (riscos de acidente), conforme o Anexo IV da NR-5.
O mapa de risco precisa de assinatura de engenheiro de segurança?
Não é uma exigência expressa da NR-5. O documento é elaborado e assinado pelos membros da CIPA. A participação de engenheiro ou técnico de segurança do trabalho é recomendada para empresas com SESMT, mas não é requisito legal para a validade do mapa.